A Porsche concluiu a venda de suas participações na Bugatti Rimac e no Rimac Group por cerca de € 1 bilhão. O negócio encerra a presença da marca alemã na empresa responsável pela operação da Bugatti, acabando com a última ligação societária entre a mesma e o Grupo Volkswagen.
A relação entre Bugatti e Volkswagen começou em 1998, quando a montadora adquiriu os direitos da marca. Durante quase 20 anos, a Bugatti voltou a ganhar espaço no mercado de carros de altíssimo desempenho e lançou modelos que se tornaram referências, como o Veyron e Chiron.
A mudança começou quando a Bugatti passou a integrar a Bugatti Rimac, joint venture formada em 2021 pela Porsche e pelo Rimac Group. A Porsche ficou com uma participação de 45% da empresa, enquanto o grupo tinha 55%.
Por fazer parte da estrutura da Bugatti Rimac, a Porsche mantinha uma conexão indireta com a Volkswagen. Isso porque a Volkswagen AG controla 75,4% da Porsche AG. Com a venda, agora, essa ligação deixa de existir.
A Bugatti Rimac fica fora da estrutura do Grupo Volkswagen e segue sob o controle do Rimac Group e dos demais investidores da empresa. Vale lembrar que a decisão não inclui marcas como Porsche, Bentley, Lamborghini, Audi e Ducati.
Por que a Porsche decidiu sair?
A venda faz parte da estratégia da Porsche de concentrar seus esforços no negócio principal da marca. A empresa vem passando por uma reorganização para simplificar sua estrutura e focar em seus próprios carros esportivos.
A marca espera receber aproximadamente € 1 bilhão com a venda.
Apesar da saída da Porsche, a Bugatti não vai se separar da Rimac. As duas continuam dentro da Bugatti Rimac. E o comando segue com Mate Rimac, fundador da Rimac e CEO da Bugatti Rimac.
*Com informações do Auto Ranking